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Como se proteger morando com alguém infectado pela Covid-19?

Sair de casa e cruzar com pessoas possivelmente infectadas pelo vírus já requer cuidados especiais de higiene e prevenção como lavar as mãos e usar álcool gel e máscara. Mas é possível se proteger se o paciente com covid-19 divide o teto com você? De acordo com Michelle Zicker, infectologista da Rede de Hospitais São Camilo, em São Paulo, há uma série de medidas que podem ser tomadas para evitar a contaminação, mas sua eficácia depende muito das condições nas quais as pessoas vivem.

“Para famílias numerosas que moram em espaços pequenos, como um ou dois cômodos, não há como seguir o princípio básico de prevenção, que é manter o distanciamento físico de pelo menos um metro”, explica. Outra recomendação médica é, sempre que possível, isolar o doente em um quarto e banheiro separado, restringindo sua circulação na casa. “Se não existe essa possibilidade, o ideal é pelo menos evitar dividir a mesma cama e manter janelas sempre abertas, para aumentar a circulação do ar”, aponta Zicker.

Máscaras ajudam a reduzir a chance de contágio

Se a pessoa infectada precisa usar ambientes comuns, a atitude mais segura é utilizar máscaras pelo maior tempo possível para evitar contaminar o local e outras pessoas.

“É recomendado, inclusive para quem não tem a doença, como uma maneira extra de se proteger. Mas sabemos que nem todos toleram a sensação, especialmente quem está sofrendo com os efeitos respiratórios da covid-19”, esclarece a infectologista.

Limpeza

A limpeza do cômodo e do banheiro usado pela pessoa infectada devem ser feitas com frequência. “Se estiver em boas condições de saúde, o próprio doente deve limpar os locais de uso comum, como o banheiro”, diz Zicker.

 Locais que são tocados com frequência, como maçanetas, torneiras, interruptores e teclados também devem ser higienizados todos os dias

Para comer, o infectado também deve ter louça exclusiva, que não é compartilhada com o resto da família. Se possível, os objetos devem ser lavados com luvas descartáveis e seu lixo deve ser descartado separadamente em um saco plástico e lacrado após o uso.

Já na hora de lavar roupa, a infectologista indica que não há necessidade de separar as peças. “O importante é não sacudir a roupa suja, mas não existe contraindicação para a lavagem, que pode ser feita com produtos de limpeza comuns.”

Invista nestes produtos para higienizar ambientes e matar o coronavírus:

  • Água sanitária
  • Desinfetantes em geral
  • Limpadores multiuso com cloro
  • Limpadores multiuso com álcool
  • Álcool de limpeza (líquido)
  • Detergente
  • Sabão

(Fonte: Uol)

Entenda quais requisitos da ANVISA para uso emergencial da vacina.

Em dezembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou as regras para a autorização temporária de uso emergencial, em caráter experimental, de vacinas contra a Covid-19. O uso emergencial será restrito a vacinas que já estão em testes no Brasil.

Além disso, a agência ressalta que o “uso emergencial” é diferente do “registro sanitário”, que é a aprovação completa para uso de um imunizante.

A concessão estabelecida pela Anvisa segue o modelo de autorizações emergenciais adotadas em outros países, como Reino Unido, Estados Unidos e Canadá, e vale apenas para o período de pandemia e até a vacina receber o registro definitivo.

A agência ressalta que poderá modificar, suspender ou cancelar a autorização temporária a qualquer momento, com base em elementos técnicos e científicos.

Veja os principais pontos:

  • Cada pedido deve ser feito pela empresa desenvolvedora e será analisado de forma independente;
  • Decisão será tomada pela Diretoria Colegiada da Anvisa;
  • Serão considerados estudos não-clínicos e clínicos (em humanos);
  • Serão itens avaliados: qualidade, boas práticas de fabricação, estratégias de monitoramento e controle, e resultados provisórios de ensaios clínicos;
  • Empresa interessada deverá comprovar que a fabricação e a estabilidade do produto garantem a qualidade da vacina;
  • Estudo clínico na fase 3 – última etapa de testes – deve estar em andamento e conduzido também no Brasil;
  • Vacina com uso emergencial liberado não pode ser comercializada, ela só pode ser distribuída no sistema público de saúde;
  • Liberação de uso emergencial pode ser revogada pela Anvisa a qualquer momento.

Público específico

A agência faz a ressalva de que o uso emergencial de um produto será liberado apenas para o público previamente definido e testado nos estudos. Além disso, diz que a autorização não irá substituir o registro sanitário no Brasil, que será exigido para a ampliação do produto a toda a população.

“Uma diferença importante entre o registro e a autorização de uso emergencial é justamente que, no registro, o medicamente já precisa ter dados completos dos estudos para necessários para um balanço de risco-benefício. No caso de autorização de uso emergencial, a gente está falando de uma vacina que ainda está em fase experimental, ainda existe a necessidade de gerar esses dados”, disse Gustavo Mendes, gerente-geral de medicamentos e produtos biológicos da Anvisa.

Mendes explica que a autorização de uso emergencial só poderá ser utilizada com a apresentação de um Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamento (DDCM) aprovado pela agência. A Anvisa defende que isso é essencial para manter o acompanhamento dos critérios de liberação da vacina.

“Isso significa que são vacinas que estão em estudo na população brasileira, e que de alguma maneira a Anvisa tem acesso a informações que mostram o perfil de segurança adequado e mostram que existe o compromisso de que esses ensaios continuem, esses ensaios estejam um cronograma estabelecido por nós e que será possível compartilhar os dados de segurança e eficácia de maneira adequada”, disse Mendes.

 4 vacinas na fase 3, no Brasil

Quatro vacinas tiveram a fase 3 realizada no Brasil:

  1. AstraZeneca + Universidade de Oxford
  2. CoronaVac
  3. Pfizer + BioNTech
  4. Janssen – Johnson & Johnson

No dia 8 de janeiro, a Anvisa recebeu o pedido de uso emergencial de duas vacinas: CoronaVac e AstraZeneca/Oxford, vacina contra a Covid-19 produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. A agência pretende fazer a análise do uso emergencial em até 10 dias.

(Fonte: G1)

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Saiba quais atualizações feitas ao PCMSO e PPRA relacionadas à Covid-19

Caso haja contaminação por Coronavírus no ambiente de trabalho, como será feito para que seja, de fato, comprovado?

Analisamos que, diante da possibilidade de contágio, os trabalhadores de todos os setores precisam respeitar as normas das Secretarias de Saúde; distanciamento físico, utilizar os EPIs específicos, higienizar locais em que atuam forma correta, etc.

Além disso, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), tanto o PPRA quanto o PCMSO foram revisados quanto a questões relacionadas à Covid-19, com o intuito de a cobrir aspectos como proteção e prevenção no ambiente laboral.

 Veja suas alterações:

  • PREVER no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), a implementação da busca ativa de casos, do rastreamento e diagnóstico precoce das infecções pelo novo coronavírus (SARS-Cov-2) e o afastamento do local de trabalho dos casos confirmados e suspeitos, e seus contatantes, ainda que assintomáticos.
  • AFASTAR do local de trabalho o (a) trabalhador (a) confirmado (a) ou suspeito(a) de COVID-19, por contato familiar ou no trabalho, e fazer o rastreio dos contatos no trabalho, afastando os contatantes, ainda que assintomáticos.
  • PREVER, no PCMSO, os procedimentos relacionados à testagem dos (as) trabalhadores (as) para diagnóstico da COVID-19, sem ônus para os empregados.
  • PREVER, no PCMSO, o período de afastamento para “quarentena”, segundo as orientações científicas dos organismos de saúde nacionais e internacionais, e, em face de divergência entre as prescrições, adotar a norma mais favorável e que preveja maior tempo de afastamento do trabalho, por aplicação do princípio da precaução.
  • PREVER, no PCMSO, os exames médicos de retorno ao trabalho, após o fim da “quarentena”, com avaliação clínica do empregado e exames complementares, se for o caso, independente da duração do período de afastamento, por aplicação do princípio da precaução
  • PREVER, no PCMSO, no caso de mudança de função, por pertencer o(a) trabalhador (a) a grupo de risco, que deverá ser realizada, antes da alteração de função, o exame de mudança de função, para verificação da condição física e mental do (a) trabalhador (a) para o desempenho das novas funções, bem como os riscos ocupacionais identificados no Programa de Prevenção de Riscos Ambientais.
  • DEVERÃO os médicos do trabalho, sendo constatado, por meio dos testes, a confirmação do diagnóstico de COVID-19, ou ainda que o teste consigne resultado “não detectável” para o novo coronavírus, mas haja suspeita em virtude de contato no ambiente do trabalho, mesmo sem sintomatologia, solicitar à empresa a emissão da Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) dos casos confirmados e suspeitos (art. 169 da CLT); indicar o afastamento do  trabalhador do trabalho e orientar o empregador quanto à necessidade de adoção de medidas de controle no ambiente de trabalho, utilizando-se do instrumental clínico-epidemiológico para identificar a forma de contágio e proceder à adoção de medidas mais eficazes de prevenção
  • REGISTRAR todos os casos de infecção de COVID-19 nos prontuários médicos individuais dos empregados, os quais devem ser atualizados mensalmente, garantida a sua acessibilidade às autoridades fiscalizatórias da Saúde e da Auditoria Fiscal do Trabalho.

Você pode ter acesso à Nota Técnica completa, aqui:
https://www.conjur.com.br/dl/mpt-emite-nota-tecnica-considera-covid.pdf

HIV: lições de quatro décadas em resposta à pandemia do Covid-19

O vírus da imunodeficiência humana (HIV) e o SARS-CoV-2 não se parecem em quase nada, mas a resposta à pandemia de covid-19 tem muito a aprender com as quatro décadas de esforços contra a Aids. Não só em matéria de pesquisa e desenvolvimento, mas também de comunicação, comportamento humano, equidade e implementação de programas para prevenir, detectar e tratar a infecção em escala mundial. Sobretudo com vistas a evitar futuras ondas de grande impacto e preparar a distribuição das vacinas.

Pesquisar hoje as epidemias de amanhã

Foram necessárias décadas de pesquisa sobre questões que nada têm a ver com um coronavírus para que os protótipos de vacinas contra a covid-19 pudessem ser desenvolvidos em questão de meses. É o que explica o fundador das unidades de Pesquisa do HIV e Câncer da Universidade Harvard, William Hasseltine, que liderou o trabalho de sequenciar o genoma do HIV na década de 1980.

“A pesquisa sobre o HIV foi absolutamente vital para a covid-19: legou muitos dos cientistas que agora lideram a pesquisa sobre o novo vírus junto com a infraestrutura para realizar estudos e ensaios clínicos. Os primeiros fármacos efetivos contra a Aids, por sua vez, eram medicamentos que tinham sido rejeitados para o câncer”, conta Hasseltine que, por coincidência, foi uma das primeiras pessoas a se salvarem de morrer graças a outra inovação, a penicilina, em 1945.

“Sem o fracasso das vacinas contra o HIV não teríamos o sucesso das vacinas contra o SARS-CoV-2” observa José Alcamí, que dirige a Unidade da Imunopatologia da Aids do Instituto de Saúde Carlos III, em Madri. Protótipos como os dos laboratórios Moderna e AstraZeneca se baseiam em novos modelos de vacinas que vinham sendo testados em doenças como zika, ebola, febre amarela e, sobretudo, a Aids.

Birgit Poniatowski, diretora-executiva da Sociedade Internacional de Aids (IAS), destaca os níveis de colaboração sem precedentes suscitados pela covid-19 e como a IAS está promovendo o diálogo entre as diversas comunidades científicas. “Entretanto, não devemos nos esquecer do HIV nestes tempos difíceis; preocupa-nos o fato de que muitos pesquisadores passaram para a covid-19 e já não têm tempo para continuar seu trabalho no HIV”, afirma. “Também eu gostaria que o mesmo entusiasmo [em torno da covid-19] se tornasse extensivo às demais doenças infecciosas, incluindo a tuberculose, a malária e o HIV, para o qual ainda não existe uma vacina”.

Linda-gail Bekker, vice-diretora do Centro Desmond Tutu para o HIV, fala da África do Sul, um dos territórios mais afetados pelo HIV e a tuberculose no mundo e o país da África subsaariana com mais casos de doentes por coronavírus. “O envolvimento do setor privado no desenvolvimento de vacinas e medicamentos para a covid-19 não tem precedentes; não a vimos nem sequer no HIV ou a tuberculose”, afirma Bekker.

Vacinas sim, tratamentos também

Os recursos para pesquisa sobre a covid-19 se concentraram no desenvolvimento de vacinas, deixando o desenvolvimento de fármacos em um segundo plano. Isso apesar de a luta contra o HIV já ter revelado a falsa dicotomia entre prevenção e tratamento e o fato de não haver panaceia, e sim uma combinação de ferramentas, segundo a diretora do Centro Internacional de Pesquisa Clínica da Universidade de Washington, Connie Celum. “O HIV nos ensinou que o tratamento também é prevenção, no sentido de que diminui a carga viral a ponto de evitar a transmissão” diz, apontando algo que poderia ocorrer também com a covid-19.

Os medicamentos para a covid-19 poderiam desempenhar um papel importante inclusive num mundo com vacinas. Sobretudo, levando-se em conta que sua distribuição não se dará da noite para o dia. Os fármacos poderiam evitar que os casos leves se transformem em severos; reduzir o tempo de hospitalização e frear o contágio, embora, segundo Celum, fosse necessária uma injeção de recursos para desenvolver produtos específicos para o coronavírus no lugar de reutilizar os existentes.

Os especialistas coincidem em apontar que a covid-19 chegou para ficar e que a aspiração é conseguir manejá-la como o vírus da gripe. Mas isso exige apoiar a pesquisa científica de forma sustentada ou confrontar as consequências.

Hasseltine cita um exemplo: na década passada, estavam sendo desenvolvidos fármacos contra a SARS e a MERS que também poderiam ter funcionado contra o SARS-CoV-2, mas, passado o alarme, os recursos foram retirados, e a iniciativa ficou no ar. “A lição é que não se deve nunca baixar a guarda quando se trata de financiar pesquisas antivirais”, diz o cientista e também fundador de uma dúzia de empresas biotecnológicas.

Gerar confiança

As normas são importantes, mas não bastam para conter doenças infecciosas como o HIV e a covid-19. Elas só podem ser controladas se os cidadãos confiarem nas estratégias de saúde pública de seus países e decidirem colaborar para protegerem a si mesmos e aos outros. Um dos trabalhos primordiais das autoridades, e também dos cientistas, é gerar essa confiança.

Perguntada sobre como os Governos estão se saindo, Sharon Lewin, diretora do Instituto Peter Doherty de Infecções e Imunidade de Melbourne (Austrália), afirma: “É como se cada país estivesse sendo examinado ao mesmo tempo e num quarto diferente; os resultados estão sendo muito desiguais”. Dois elementos importantes para melhorar a nota dos Governos são uma comunicação efetiva e mecanismos que facilitem o cumprimento das políticas de saúde pública, desde ajudas econômicas até traduzir as informações para imigrantes.

“É essencial que os cientistas sejam ouvidos e que a ciência seja transmitida ao público de forma clara e sem ambiguidades; e quando algo não se sabe, é preciso dizer”, diz Bekker, do Instituto Desmond Tutu. Para Celum, da Universidade de Washington, os cientistas também têm um papel a desempenhar. Quando saltou o alarme pelo HIV, na década de 1980, a Internet não existia, por exemplo. “Como cientistas, devemos ajudar o público a diferenciar entre resultados preliminares e provas sólidas, entre os estudos confiáveis e outros pequenos ou mal desenhados.”

Hasseltine está de acordo, mas também salienta a responsabilidade individual para o bem-estar comum. “A ciência foi estelar tanto no caso do HIV como da covid-19, mas não é suficiente. É preciso ter liderança política e solidariedade social para controlar estas pandemias”, diz. “A liberdade individual é importante, mas tem limites: quando em plena pandemia dizemos que estamos no direito de não usar máscara e ir ao bar toda noite, estamos violando esses limites.” Em um mundo globalizado, isso significa que o vírus não só continua sendo transmitido entre vizinhos, mas também entre países, muitos deles com sistemas de saúde frágeis já antes da chegada da covid-19.

Defender os direitos humanos

Políticas subnacionais incoerentes e descoordenadas. Restrições draconianas. Infrações com grande repercussão. Politização da resposta. Tensões sobre o acesso à vacina. Contradições. Negação da realidade. Segundo os especialistas, a covid-19 fez estes e outros fatores aflorarem. E, como no caso do HIV, expôs a vulnerabilidade social e inequidade no acesso aos serviços de saúde. “As pandemias se fortalecem onde há desigualdade”, afirma a diretora-executiva do UNAids (agência da ONU para a doença), Winnie Byanyima, que defende a prevalência da saúde frente aos benefícios econômicos através de iniciativas como The People’s Vaccine Alliance. Falando de Nairóbi, ela cobra uma resposta global, multissetorial e com lideranças femininas. Uma resposta que ponha as pessoas mais vulneráveis no centro, servindo-se da experiência com o HIV.

(Fonte: El País)

Eficaz porém subestimado, ar fresco reduz o contágio pelo coronavírus

Para um médico, a ideia de as pessoas manterem janelas fechadas “faz a cabeça explodir de raiva”.

E um engenheiro diz que envergonha a família em restaurantes “ao tentar aumentar a ventilação de ar fresco”.

Ambos fazem parte de um grupo crescente de especialistas preocupados com a forma como o coronavírus pode se acumular em lugares mal ventilados.

De acordo com o médico Eilir Hughes, que dirige um centro de saúde no norte do País de Gales, o slogan do governo do Reino Unido, que é de “mãos, espaço (distanciamento), rosto”, não vai longe o suficiente.

O slogan aparece no púlpito que o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, usa em entrevistas, dando-lhe grande destaque.

Hughes, que se tornou conhecido como “Dr Ar Fresco” por sua campanha sobre o assunto, acha que o slogan deveria dizer “mãos, espaço, rosto, substituir”.

Hughes diz que substituir o ar em uma sala por ar fresco, vindo de fora do ambiente, pode reduzir muito as chances de as pessoas serem infectadas.

O que a ciência diz?

No início da pandemia, as autoridades se concentraram no que se supunha serem as rotas mais prováveis ​​de infecção. Um deles é o risco de tocar em uma superfície contaminada ou levar as mãos sujas ao rosto, daí a recomendação de se lavar as mãos com frequência.

O outro risco é o de inalar gotículas contaminadas de alguém que fala, tosse ou espirra, o que levou às regras dos dois metros do distanciamento social e ao uso de máscaras.

No entanto, a possibilidade de uma terceira via de transmissão, por meio de minúsculas partículas de vírus conhecidas como aerossóis, que permanecem no ar por mais tempo do que as gotículas, agora também é amplamente aceita.

Em julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu que existe a possibilidade de o coronavírus ser transmitido não apenas por gotículas expelidas por tosse e espirros, mas por partículas microscópicas liberadas por meio da respiração e da fala que ficam em suspensão no ar.

As autoridades norte-americanas foram ainda mais longe, ao afirmar que a inalação de gotículas e aerossóis “é considerada a principal via de propagação do vírus”.

Diante desse risco, a lavagem das mãos, o distanciamento social e o uso de máscaras não são garantia de proteção.

Janelas abertas realmente fazem diferença?

Shaun Fitzgerald, professor de Engenharia da Universidade de Cambridge, está convencido disso e tem como missão pessoal melhorar a ventilação sempre que possível. Isso inclui tentar abrir janelas que foram seladas ou não receberam manutenção por anos.

“Dois metros de distância não garantem segurança (em ambientes mal ventilados). A única coisa que dá segurança é uma boa ventilação. Se tivessem aberto as janelas daquele restaurante, isso poderia muito bem ter mudado o resultado.”

Fonte: G1